A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Cruz da Trapa assinou, recentemente, um contrato de financiamento comunitário, através do Programa Operacional de Valorização do Território [POVT - QREN], para a ampliação e remodelação do quartel, num investimento total de 395 mil euros. Este financiamento será suportado em 85 por cento pelo POVT, num valor aproximado de 336 mil euros, sendo a restante verba [15 por cento] assegurada pela corporação. Como tal, para breve será lançado um novo concurso público para a execução da obra [depois de um primeiro ter sido suspenso], pelo que, considerando os prazos legais de publicitação do mesmo, a direcção da corporação prevê que as obras se iniciem no mês de Junho, sob pena de impreterivelmente terem de estar executada até 31 de Dezembro de 2015, visto que qualquer empreitada após esta data não será financiada. Este anseio, de tantos anos, é para o presidente da Direcção da Corporação, João Fraga, nada mais que “um serviço público que está a ser prestado, decorrendo daí um sentimento de gratificação do ponto de vista humanitário e social”, sendo que também realça a valorização “desta estrutura para a comunidade institucional local”. Considera também que as “instalações do quartel constituem uma estrutura que deve ser relacionada com a interinstitucionalidade decorrente de uma perspectiva de relações de entreajuda das associações locais”.

 

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Dois quilómetros e meio de estrada vão ser requalificados, no âmbito de um projecto que está a ser elaborado pela autarquia sampedrense e que visa melhorar as acessibilidades [na Estrada Nacional 16] entre dois núcleos urbanos distintos: a Cidade e as Termas de S. Pedro do Sul. Contudo, é importante que se diga que estes núcleos vão passar a estar interligados a uma rede de percursos pedonais e cicláveis a construir ao longo das margens do rio Vouga e na futura Ecopista, a ser implantada sobre a antiga linha de caminho-de-ferro. Prevê-se ainda a construção de duas rotundas: uma na recta de Várzea e a outra na primeira entrada das Termas, junto à ponte da variante. Assim, num percurso que vai da rotunda do Intermarché até antiga Escola Primária das Termas, o projecto, que neste momento se encontra em execução, está enquadrado na Área de Reabilitação Urbana da cidade de S. Pedro do Sul, recentemente criada. Contactado o presidente da Câmara, Vítor Figueiredo, disse-nos que, “neste momento, se encontra uma equipa técnica a trabalhar no projecto, o qual tencionamos candidatar ao novo quadro comunitário ‘Portugal 2020’”.

 

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Se em tempos o lugar de Súmios, em Pindelo dos Milagres, no concelho de S. Pedro do Sul, foi ponto turístico, a verdade é que agora a imensidão dos dois quilómetros quadrados de área encontra-se sem vida, com a saída, há cerca de duas décadas, do último membro da família Gouveia. Refira-se que se trata de uma família numerosa com quase uma dúzia de filhos. Agora, restam três casas desabitadas, uma em ruínas e outra a ser reabilitada por um dos netos do patriarca da família, que faleceu, há alguns anos. Mas há ainda outra habitação, de construção mais recente, cerca de 30 anos, um pouco mais distante das duas primeiras. Com água de nascente, mas sem rede eléctrica, Súmios está localizado a cerca de vinte quilómetros da sede do concelho. Já o acesso ao lugar, que fica situado no meio de grande vegetação, onde a ruralidade contrasta com a modernização, mais propriamente a A24 [que se vislumbra ao longe], pode ser feito de duas formas, mas apenas através de caminhos florestais.

“É uma herança sentimental muito grande”

Não foi fácil lá chegarmos, porque a dificultar o acesso estavam as silvas, os galhos dos pinheiros e o piso irregular, mas valeu a pena sentir o peso de toda a história daquele lugar, contada por Ilídio Pinto Ferreira [gestor de negócios do proprietário], que nos garantiu que nos seus tempos áureos “Súmios era um ponto turístico de grande interesse para a região”. Recordando ainda tempos antigos, Ilídio Pinto Ferreira afiançou-nos, com visível satisfação, que “qualquer pessoa que viesse para esses lados tinha passagem obrigatória por aqui, quer pelo bom vinho que se fazia, quer pela qualidade do azeite”. Contudo, as vinhas desapareceram com o tempo, mas ainda se vêem algumas oliveiras ‘perdidas’, mas bastantes verdejantes, que confirmam a informação do interveniente que retracta o terreno como “muito bom para a lavoura e com boa água de nascente; mas com a saída da família Gouveia tudo acabou” – frisou. Entretanto, agora com a reabilitação de uma das casas, por um dos netos do patriarca da família, “poderá ser esperança para Súmios” – realçou o simpático senhor que é o que toma conta da habitação, dado que o proprietário vive no estrangeiro. Segundo Ilídio Pinto Ferreira, os familiares “não querem deixar morrer a tradição” e salientou que “já houve pessoas interessadas em comprar as pedras de uma das casas, mas a família não vende”. “É uma herança sentimental muito grande” – evidenciou. A acompanhar-nos nesta ‘viagem’ a Súmios, esteve o Pindelense Acácio Matos Pinto que, no decorrer do percurso, dentre as várias histórias que nos contou, disse que o caminho por nós feito “era passagem obrigatória para os moinhos de Súmios, onde as gentes de Pindelo iam moer o milho, cujo transporte era feito à cabeça”.

No mês da prevenção [Abril] dos maus-tratos na infância, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de S. Pedro do Sul (CPCJ) associou-se à iniciativa por considerar que esta comemoração serve para sensibilizar a comunidade em geral para a importância desta calamidade, remediando situações emergentes, com as quais lidamos diariamente. Para a presidente da CPCJ local, Teresa Sobrinho, aderir a esta causa "revela-se muito importante, pois pretendemos agitar a consciência da comunidade e despertar a sua atenção para formas de maus-tratos infantis a que muitas vezes fechamos os olhos”.

 

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Muita adrenalina e emoções à mistura tornaram a região de Lafões, mais propriamente o concelho de S. Pedro do Sul, fonte de inspiração para os cerca de 100 atletas, de oito nacionalidades, que percorreram, entre os dias 1 e 3 de Abril, parte das serras sampedrenses, no âmbito do Portugal Tour MTB 2015. Contudo, esta iniciativa, que teve início a 31 de Março, culminando a 5 de Abril, passou ainda pelos concelhos de Vila Nova de Paiva, Vouzela e Viseu, onde se deu o encerramento da prova. De salientar, que esta foi a primeira vez que o território nacional recebeu um evento desta natureza, e S. Pedro do Sul, graças à dinâmica de pessoas da terra teve esta sorte. Referimo-nos ao sampedrense Ricardo Abreu, que está ligado à prática do ciclismo/BTT há cerca de duas décadas e que trouxe para aqui uma prova que catapultou o concelho além-fronteiras. Outro dado que não podemos esquecer é que no município sampedrense estiveram os melhores dos melhores. Ou seja, atletas de grande qualidade que irão marcar presença nos Jogos Olímpicos de 2016, bem como participar em campeonatos mundiais, tendo os mesmos obtido, nos últimos anos, classificações nos dez primeiros.

 

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